quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Minimalismo



O minimalismo está em alta. Existe design minimalista, arquitetura minimalista, estilo de vida minimalista e, claro, fotografia minimalista. O minimalismo começou com uma corrente artística cujo o principal objetivo era utilizar elementos mínimos e básicos. Hoje o minimalismo é visto como aquilo que é simplificado e reduzido ao essencial, simples e clean. É utilizar apenas elementos fundamentais para se expressar, assim como a intenção de descartar tudo o que é desnecessário.
Na fotografia, é comum questionarmos “o que podemos deixar de fora?” quando temos a intenção de criar uma obra minimalista. Sua composição basicamente se resume à contornos e curvas fortes. Não é preciso de muito para poder expressar. “Menos é mais”.
“Solitário num vasto espaço” é dessa forma que Michael Kenna se descreve de acordo com as suas fotografias. Quando observamos suas obras, é comum termos a sensação de que estamos dentro de imagem, sozinhos, vivenciando aquela paisagem a nossa frente. Simplicidade das linhas que produzem formatos gráficos, seu estilo também é marcado pelo alto contraste: as áreas claras são bem claras e as escuras, bem escuras. Grande parte das suas fotografias são produzidas à noite. Utilizando longa exposição, Michael consegue captar as luzes, as nuvens, a neblina. Kenna considera que toda imagem é como uma escultura, quando é em preto e branco, há mais espaço para a imaginação. As técnicas utilizadas por Kenna são as linhas diagonais, regra dos três terços, cortes de edição.
Utiliza o preto e branco nas suas fotos por acreditar que a ausência de cor, ele compara essa utilização do branco em branco nas suas fotos com a poesia japonesa haiku, em que apenas algumas palavras sugerem um mil interpretações e um mundo enorme. É essa a intenção do fotógrafo a abraçar o minimalismo em suas fotografias.
















quinta-feira, 30 de julho de 2015

Fotografia - Maquiagem artística


Meses que não posto por aqui, aliás, desde o ano passado. Preciso tomar vergonha na cara. Mudei um pouco o visual e pretendo iniciar a fase de criar posts com os trabalhos que eu tenho feito, ou qualquer outra coisa aleatória, enfim, o que eu estiver afim de postar. Sem cobranças. Só o que surgir e fluir.

Em fevereiro desse ano, fui convidada pelo o Maurício Jiacomin a fotografar modelos com maquiagens feitas por ele próprio. Nunca havia fotografado maquiagem e, como gosto de sair da minha zona de conforto em tudo, aceitei e me apaixonei por cada momento e clique. 

As fotos a seguir foram feitas no Jardim Botânico de Bauru - e que jardim!
A modelo é a linda da Daniele Risseto, o seu tom de dele constratou e combinou muito bem com a maquiagem artística que o Maurício separou para ela.










Vou fazer o possível - de verdade, pra valer - para atualizar sempre com fotos que tenho feito, ok? Assim como qualquer outra coisa do meu interesse que eu queria registrar aqui. :))

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Fotografia - Casamento: Natália + Bruno

No último sábado, dia 13.12, matei a saudade de fotografar casamentos. Voltei para a correria de ter que capturar todos os momentos - ou quase. A emoção no olhar do noivo ao ver a noiva entrar, lágrimas por todos os lados. Fica difícil não se emocionar. Os abraços dos padrinhos, convidados, os votos de felicidade. Tudo muito intenso, tudo naquele momento e eu, ali, tentando e querendo capturar tudo aquilo através do meu olhar.

A correria é grande, o cansaço sempre vem. Mas não há nada mais gostoso do que ver as fotos prontas, ser elogiada pelos noivos, enfim, fazer o que a gente gosta e ainda ser admirada por isso.

Captar momentos, eternizá-los sob o meu olhar. É isso que eu quero para mim.

Obrigada à Lara Pires, minha amiga de turma, pela a oportunidade de ir fotografar o casamento da Natália e do Bruno com ela. É tão bonito te ver crescer e poder crescer junto.

Obrigada aos noivos pela a confiança. Muitos sorrisos por essa vida juntos.


{Uma preview das fotos}


















sábado, 6 de setembro de 2014

Pintando o cabelo com Violeta Genciana

Eu e minhas mudanças. Minhas mudanças e eu. Haha.

Esses dias eu me olhei no espelho e senti vontade de mudar algo. Não gosto de cair na mesmice e sempre tenho que mudar algo em mim. Olhei para os cabelos, vi que estavam enormes e que precisaria cortar as pontas... Espera, pontas. Foi aí que visualizei meu cabelo com as pontas roxas ou azuis. Resolvi, em um momento de impulso, que eu iria descolorir e pintar sozinha, porque sempre que fiz em salão, nunca sai completamente satisfeita. Vi alguns tutoriais na internet de como pintar o cabelo com anilina e/ou violeta genciana. Procurei em todos os lugares por anilina (aquela de pintar madeira, sabem?) e não encontrei. Fui atrás da violeta genciana e encontrei na primeira farmácia. Para quem não sabe, a violeta genciana é um antisséptico. Sim, eu usei um antisséptico para pintar o cabelo. Mas claro, só usei depois de pesquisar muito na internet tutoriais que ensinam como pintar e, olha, gostei muito do resultado.



Sobre o processo:

É tudo bem simples, na verdade. É recomendável pesquisar bastante na internet diversas formas de pintar, li muito e assisti a muitos vídeos - no final do post, colocarei alguns links que foram úteis para mim.
Para a violeta genciana pegar no cabelo é necessário descolorir. Descolori as pontas sozinha também, nunca havia feito isso antes, mas não é nada tão complicado. Vale lembrar que eu sou daquelas com o pensamento de que "cabelo cresce", portanto, não tenho medo de fazer nada com ele, nem mesmo sozinha.
Após a descoloração, misturei 1 colher de violeta genciana para 4 colheres de creme hidratante - que precisa ser branco, para que não tenha perigo de alterar a cor no cabelo. Fui misturando até ficar no tom que eu queria e apliquei nas pontas descoloridas. A quantidade é relativa, depende do tom de roxo que você quer, é mais por "olhômetro" mesmo.
A violeta genciana é muito usada também para quem quer platinar o cabelo. Como a minha intenção era deixar roxo, deixei a violeta genciana agir por mais tempo (mais precisamente, 2 horas).



Dicas:

- A violeta genciana mancha muito, use luvas, mas se manchar, nada que um álcool não resolva.
- Deixe o potinho da violeta genciana aberto por 24 horas, para que o álcool que existe nela saia, já que álcool não é bom para o cabelo.
- Um fato interessante é que quanto mais violeta genciana você acrescentar com o creme hidratante, mais um tom escuro de roxo ficará e conforme o seu cabelo for desbotando, ele passará por vários tons de roxo. Como eu pintei recentemente, não sei como ficará quando desbotar completamente, mas estou gostando muito dos tons de roxo.
- Hidrate muito os seus cabelos! Como todos sabem, descoloração agride muito! Inclusive, preciso hidratar o meu com mais frequência. Fica aqui uma nota to myself.


(Sim, tem uma mecha que não está roxa, foi porque eu não passei a violeta nessa parte mesmo! Haha)

Links úteis:


Não sou nenhuma expert em cabelos e o post é apenas uma forma de demonstrar a minha experiência. Pesquise muito antes de fazer e vai na fé! Afinal... YOLO. E é nessa minha vibe you-only-live-once que eu faço a maioria das coisas que eu tenho vontade sem pensar muito. Fiz sozinha porque queria me aventurar e por falta de grana mesmo. Se você não quer arriscar, vá a um salão! As chances de dar certo são mil vezes maiores, claro.

That's it! Já fizeram algo no cabelo sozinhos? Se sim, me conte!




Um beijo,
Bru.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

São Paulo: Liberdade & Praça da Sé

Em setembro do ano passado (2013) houve o show de uma banda japonesa - The GazzetE - que meu primo e meu amigo amam, eu não gosto da banda, mas abracei a oportunidade de ir para São Paulo, para conhecer mesmo um pedacinho dessa cidade enorme que até aquela data, eu não havia conhecido direito. Como na época ainda não tinha o blog, resolvi postar algumas fotos que tirei da "mini-viagem". Fiquei apenas um final de semana na cidade - já que o show era no sábado - mas foi o suficiente para me motivar a visitá-la mais vezes.


O bairro que conheci foi o bairro da Liberdade. Eu me apaixonei. Primeiro pelas lojinhas que existem lá, são tantas! E remetem tanto ao Japão. Eu ia de loja em loja com o coração apertado com saudade do país do Sol nascente. Observava os produtos alimentícios e conseguia sentir o sabor na boca e lembrava da época que eu podia saborear aquilo todos os dias se eu quisesse. (Morei no Japão por quatro anos, de 2004 até o comecinho de 2009).




A Liberdade é um pedacinho do Japão em São Paulo. Eu cresci no interior - em Araçatuba, SP - e vivi rodeada de calmaria, de viver sem pressa. Mas adorei a movimentação de São Paulo. Adorei a quantidade de pessoas na rua, a sua diversidade, os estilos. Adorei, mesmo, a vibe da capital paulista.

       

A cada loja que eu entrava, eu queria levar praticamente tudo, levar aqueles pedacinhos do Japão para casa, para ver se a saudade amenizava.
 



Era domingo e havia uma ferinha, cheia de artesanatos e objetos de cultura oriental. A minha tia - na foto - adorou.


Eu gosto de fotografar prédios e suas formas geométricas, me lembram as aulas de artes, perspectiva, linhas. Este prédio, aliás, é a visão da sacada do apartamento dos meus primos.


Ah, a Praça da Sé! A movimentação também é intensa - na verdade, acho que qualquer lugar de SP para mim terá movimentação intensa, já que estou acostumada com a calmaria do interior. No dia em que fui, estava tocando música alta e algumas pessoas dançando. Adorei presenciar aquilo, ver que as pessoas não se importavam com os olhares alheios, só dançavam. No interior isso é mais difícil de acontecer.


Gostei muito da arquitetura da Catedral da Sé, que remete muito ao estilo gótico - que, aliás, eu adoro.


O pouco que eu vi, já gostei o suficiente para criar o gosto de um dia querer morar nessa cidade tão viva. Em algum momento da minha vida, quem sabe. Uma coisa é certa: eu nasci para cidade grande, para a correria, a movimentação, as oportunidades.

Nos próximos anos, pretendo visitar outros bairros de São Paulo. Quais lugares vocês me indicam a conhecer?
Um beijo, 

Bru.

domingo, 20 de julho de 2014

Só mais uma nota para eu mesma

Às vezes pesa, né? "Ser alguém na vida".

Arrumar um emprego que seja o suficiente para te manter um mês e que ainda reste um pouco para guardar na sua recém conta aberta no banco. Responder a questões de familiares perguntando sobre sua vida amorosa, como se afirmassem que aos 20 anos você já deveria ter alguém. Pesa ver que as cobranças dos outros em cima de ti por vezes são maiores do que as suas próprias.

Eu tenho o meu próprio tempo.

Eu tenho o meu próprio tempo para ser quem eu quero ser, mudar o quanto quiser, ir para onde bem entender e estabelecer o que é ou não prioridade na minha vida. Ah, a vida. Tão curta, né? Tão... efêmera. Para algo tão curto assim, o "ser alguém na vida" se limitaria a um padrão de ter que estudar, crescer, arranjar um emprego, casar, ter filhos e morrer? Tudo isso em um limite certo de idade?

Esse "ser alguém na vida" tão padrão não serve pra mim. Sinto dizer, mas não serve.

Eu quero ter um emprego, ter tempo para fotografar aos sábados à tarde, pegar uma mochila e pisar no mundo, sem muitos planos em mente, sem quase nada definido e programado. A vida não tem que ser assim, cheia de padrões, de pressões, de "você tem que ser assim, viver assim, fazer isso para ser feliz, bem sucedido". Eu quero poder jogar tudo para o alto quando quiser e se for para tudo cair de volta em cima de mim, que caiam. Eu tive coragem de jogar, ao menos. É, coragem. É isso que falta. Coragem para enfrentar essas cobranças disfarçadas de questionamentos de indivíduos que mais querem palpitar sobre a vida alheia do que, de fato, ouvir.

Coragem para abraçar o que se é.

Coragem para agarrar aquelas vontades, sonhos e objetivos - que passaram tanto tempo ofuscados por puro medo de não conseguir alcançá-los ou por não suprir as expectativas alheias. Pegue-os pelas mãos, puxe mesmo, com vontade, façam com que deem o primeiro passo e pronto, estão quase lá. Foi tão difícil assim? Resgatá-los e agradar a única pessoa que, de fato, convém ser agradada? Você mesma?

Esqueça o tempo. Esqueça aquela lista de "coisas que todo mundo precisa fazer antes dos 25". Esqueça as regras e limites que impõem à idades. Nós não somos números, não nos limitamos a um, dois números.

As coisas, no fim, acontecem quando você quer que elas aconteçam.
Tire o seu tempo, seja o seu tempo.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Indicação: sites sobre tatuagem


Hey there! 

Estou na fase de passar horas e horas vendo tatuagens pela a internet, visitando sites, conhecendo artistas e pesquisando mais sobre. Resolvi, então, citar quatro sites sobre tatuagem que mais acesso. Sei que muitas pessoas têm dúvida sobre tataugem e os seguintes sites ajudam - e muito - a esclarecer muitas dúvidas e a atiçar ainda mais a vontade de eternizar a primeira arte - ou a segunda, terceira, quarta - na pele. Já falei sobre a minha segunda tatuagem nesse post. Já estou com planos para a próxima, que será na parte interna do braço (do mesmo braço da segunda tatuagem, aliás), mas creio que ela só acontecerá quando eu voltar a trabalhar, ou seja, ano que vem.

Para acessá-los, é só clicar em cima da imagem.


O Tinta na Pele foi o primeiro site de tatuagem que conheci. O que mais me interessa no site é o fato dele trazer muitos posts cheio de fotos, geralmente são fotos de um mesmo estilo/tipo/desenho de tatuagem, o que facilita a busca. Por exemplo, 55 tatuagens de andorinhas, 65 tatuagens de âncoras. É um ótimo site para se inspirar.


O Tattoaria é ótimo para quem buscar conhecer referências e artistas novos. O site traz muitos artistas talentosos, conta um pouco mais sobre cada um deles e expõem suas obras. Aliás, o site está com um sorteio muito bom em parceria com o tatuador Victor Montaghini (Instagram). Para saber mais sobre o sorteio e os requisitos para participar, clique aqui.


O Mundo das Tatuagens é ideal para quem tem muitas dúvidas sobre a dor e o processo da tatuagem. Ele possui dicas para o período pré-tatuagem, durante e pós-tatuagem, além de dicas para saber escolher um bom profissional e tira dúvidas como "qual lugar do corpo tatuar?"


O Mais Tatuagens possui várias dicas sobre livros de tatuagem, história da tatuagem e matérias interessantes como "o impacto da tatuagem na sua aparência". Para quem se interessa pelo o assunto, dá para passar várias horas navegando nele.

Quando eu gosto de um assunto, costumo pesquisar por vários sites sobre ele. Futuramente, pretendo fazer um post indicando sites e canais no YouTube sobre fotografia também, o que acham?

Um beijo,

Bru.