quinta-feira, 3 de julho de 2014

Dupla Exposição - iBlend e Photoshop

Eu sou apaixonada por fotografias em dupla exposição, quando estou sem nada para fazer, costumo brincar de juntar imagens em uma só, seja pelo o Photoshop ou pelo o iBlend.

O iBlend é um aplicativo disponível na Apple Store - infelizmente não está disponível para Android, mas devem existir aplicativos parecidos - que permite a junção de duas fotos em uma só, cria a dupla exposição. Ele é gratuito e muito simples de usar. É só escolher duas fotos - de preferência que uma seja mais escura e outra mais clara, justamente para sobrepor uma a outra, se as duas forem escuras ou claras, nada aparece - e clicar em "Blend". Logo em seguida aparecerá diversos efeitos, o que mais dá certo é o primeiro, "Lighten".



Algumas dupla exposições que fiz apenas com o aplicativo.










Dupla Exposição pelo o Photoshop

Pelo o Photoshop também é bem simples. É só selecionar duas fotos, abrir uma e colocar a outra por cima, ficará duas camadas. Na janela de "Camadas", selecione a foto que você colocou por cima e escolha uma das opções (onde a seta indica) para sobrepor, na foto em questão, escolhi a opção "Divisão" que foi a que deu melhor efeito. Existem diversas opções - como é possível ver abaixo - para melhor adequar ao efeito que você deseja na sua foto. Após criar a dupla exposição, é só juntar as camadas (CTRL+SHIFT+E, para facilitar) e salvar.


Gosto muito de passar o tempo criando dupla exposições, a parte mais divertida é de juntar as fotos e nunca saber qual será o resultado. Às vezes o resultado é melhor do que você esperava.

Vocês conhecem mais algum aplicativo de dupla exposição ou outra forma de fazer pelo o Photoshop? Se sim, comentem sobre! :)

Um beijo,
Bru.




terça-feira, 17 de junho de 2014

Séries: as 5 favoritas

As férias estão chegando e suponho que muitos de vocês estão em busca de séries e filmes para assistir, certo? Com isso em mente, resolvi fazer um post sobre as minhas cinco séries favoritas. Enrolei um pouco para fazer esse post, porque sou daquelas apaixonadas por séries que sempre está acompanhando duas, três, quatro e foi difícil escolher apenas cinco delas. 

Gosto muito das cinco e recomendo todas, com muito carinho. 

5) True Detective
Número de temporadas: 1.
Episódios: 8.
Não-finalizada.


Narrada por diferentes perspectivas, a história acompanha as investigações de um crime que teria sido cometido por um assassino em série. O caso é investigado pelos detetives Rust Cohle (Matthew McConaughey) e Martin Hart (Woody Harrelson) em 1995, na Louisiana. Dezessete anos depois, o caso é reaberto e os próprios detetives passam a ser questionados pela polícia, que tenta prender o mesmo criminoso. Passado e presente serão apresentados em paralelo. (Orangotag)
Depois de Lost, True Detective me fez voltar a pesquisar por teorias, ler resenhas e resumos todas as vezes que eu fechava o player assim que assistia cada episódio. De início, parece ser só mais uma série sobre detetives e crimes, porém a série possui narração e personagens incríveis. A história envolve de tal forma que mil teorias surgem e o próximo episódio é sempre o mais esperado. Ela despertou em mim aquele sentimento de "preciso descobrir o que é ou pelo menos criar teorias em cima" e isso é incrível. É o tipo de série que eu mais gosto de acompanhar: aquelas que me intrigam com os mistérios a ponto de eu ficar o dia inteiro pesquisando sobre.

A cada temporada, os personagens e a história irão mudar. Isso me entristeceu um pouco porque eu gostei muito da relação entre o Rust Cohle (Matthew McConaughey está sensacional) e Martin Hart (Woody Harrelson) e creio que os dois juntos iriam dar uma boa continuidade para a segunda temporada. Aliás, sobre a segunda temporada, tudo o que sabemos por enquanto é que serão três protagonistas e a história se passará na Califórnia. Vem, segunda temporada!

A opening da série é uma das minhas preferidas, gosto muito desse jogo de sobreposição de cenas e a música fica na cabeça. Assista aqui.

4) Breaking Bad
Número de temporadas: 5.
Episódios: 62.
Finalizada.


O drama Breaking Bad narra a história de Walter White (Bryan Cranston), um humilde professor de química que vê sua vida se transformar quando descobre ser portador de um câncer terminal. Com um passado brilhante como pesquisador, Walter amarga agora uma terrível situação financeira trabalhando como professor em uma escola de ensino médio. Com seu modesto salário sustenta a esposa Skyler (Anna Gunn) e seu filho Walter Jr. (RJ Mitte), que sofre de paralisia cerebral.
Walter fica desesperado ao perceber que sua família irá passar necessidades após sua morte e decide que fará qualquer coisa para que eles não sofram com a falta de dinheiro. Impulsionado pelo medo e por desejo de oferecer dignidade à Skyler e Jr. ele começa a usar suas habilidades em química a favor do crime, montando um laboratório de drogas para financiar seus anseios. Com uma trama intensa e emocionante a série mostra que nesse enredo não existem vilões nem mocinhos. (Orangotag)
Ok, ok. Eu sei que a maioria de vocês provavelmente não aguentam mais ouvir sobre essa série e que, talvez, até pegaram repúdio do tanto que ela foi comentada nas redes sociais. Tudo isso porque a série ganhou uma fama enorme na última temporada e, olha, fama merecida. Comecei a assistir a série no início de 2012, assisti a cinco episódios e parei (eu tenho uma coisa com cinco episódios, sempre paro no quinto). Só fui voltar a assistir no final do ano passado (2013), mais de um ano depois. A internet inteira só falava em Breaking Bad e na series finale, isso atiçou a minha curiosidade. "Será que é tão boa assim? Não passei do quinto episódio." Voltei a assistir e para a minha surpresa: finalizei ela inteira - sim, as cinco temporadas - em UMA semana. Em sete dias. Não fiz mais nada na vida, assistia o dia inteiro, praticamente, até de madrugada. Recusei convites de amigos para sair, fiquei fissurada de verdade. Isso é o que acontece quando eu me apaixono por uma série.

A mudança do Walter White (Bryan Cranston) durante as temporadas é digno demais de acompanhar. Gosto muito dos diálogos e das frases da série. E sério, não tem como não se apegar ao "YO, BITCH!" do Pinkman. A história é diferente (eu nunca imaginei que um professor de Química fosse capaz de recorrer à produção de drogas por dinheiro), cada personagem é marcante e é bom acompanhar a relação de uma família, diante de tantos - taaaaaaaantos - problemas.

Se você não aguentava mais ouvir sobre a série e não aguenta até hoje, só há uma saída: dê uma chance à ela. Eu garanto que os 62 episódios vão te prender e conquistar. Em breve, pretendo revê-la inteira, me arrependo de ter visto tudo em uma semana. Foi rápido demais.

Se você já finalizou a série, aconselho a ver esse vídeo do Jovem Nerd.

3) Sons of Anarchy
Número de temporadas: 6.
Número de episódios: 79.
Não-finalizada.


Sons of Anarchy é uma série do FX que explora a pretensão de um conhecido grupo de motoqueiros fora-da-lei, os MC’s, em proteger o seu modo de vida, o que implica fazer com que a pequena e simples cidade onde vivem continue a ser exatamente como é. Assim, os MC’s têm de se confrontar com constantes ameaças de traficantes de droga, desenvolvedores corporativos e oficiais de justiça demasiado zelosos.
Jackson “Jax” Teller (Charlie Hunnam) é um membro dos MC’s cujo afecto pela irmandade começa a ser colocada em causa à medida que a sua apreensão pelo modo de vida fora-da-lei começa a crescer. A sua mãe, Gemma Teller Morrow (Katey Sagal), uma força da natureza, e o seu padrasto, Clarance “Clay” Morrow (Ron Perlman), o presidente dos MC’s, vão revelar alguns dos seus segredos mais sombrios do seu passado, bem como aquilo que são capazes de fazer para proteger os seus pecados. (Orangotag)
Sempre que me pedem indicações de série, a primeira série que eu indico é Sons of Anarchy. Faço isso porque eu não sei lidar com o fato da série ser incrível e ser tão pouco reconhecida. Se eu pudesse resumir SoA em duas palavras seria: HOLY SHIT! (Assim, em caps lock e em vermelho mesmo).

Kurt Sutter - o criador da série - é um gênio. De verdade. Sem hipérboles. Já vi muitos dizerem que o assunto da trama não o interessam, de início não me interessava também, mas só foi dar o play no pilot para eu perceber que a série é muito mais do que simples motoqueiros fora-da-lei. A série é, também, sobre relações. Relações essas que já são complicadas em uma "vida normal", agora imaginem em um ambiente em que o perigo e a perda são constantes.

Aconselho para todos que vão começar a assistir:
1- Tentem não se apegar a nenhum personagem (por mais difícil que isso seja).
2- Preparem-se para sentir o cérebro explodir.
Em setembro estréia a sétima e última temporada. E eu não sei o que esperar. E isso é exatamente o que eu mais gosto na série: não saber o que pode sair da mente de Kurt Sutter.

Gosto muito da opening e da música, clique aqui para assistir e já se encantar. (Não encontrei outro vídeo com a qualidade melhor, mas nesse dá para ter uma noção, enfim, baixem o pilot e vejam em qualidade. <3) AH! A série tem a melhor trilha sonora que eu já vi, vejam aqui as músicas que fazem parte.

2) The Walking Dead
Número de temporadas: 4.
Número de episódios: 51.
Não-finalizada.



O mundo atual não existe mais. Uma epidemia de proporções apocalípticas varreu o mundo fazendo os mortos levantarem e se alimentarem dos vivos. Em questão de meses, a sociedade se desintegrou e, agora, num mundo dominado pelos mortos, somos forçados a finalmente começar a viver. (Orangotag)
Outra série que talvez vocês não aguentam mais ouvir falar, mas a verdade é que: uma história em que a sobrevivência é colocada em risco o tempo todo, não tem como não prender. Eu, particularmente, amo histórias em que a humanidade é posta em risco, gosto dos riscos, das mortes, das aventuras. Sou suspeita para falar porque gosto muito de zumbis, também. Zumbis estão em alta agora e não é por isso que deixarei de gostar, sem essa de "modinha".

É uma série que eu tenho um carinho enorme porque acompanho pela a HQ também, que aliás, é tão boa - ou até melhor - do que a série. A série costuma não mostrar muita coisa, na HQ os fatos são mais claros, não há aquele problema de ter que esconder.

Por mais que eu goste daqueles episódios que tiram o fôlego, de ataques diretos de zumbis, eu gosto muito mais daqueles em que retratam a evolução de cada personagem diante dos fatos, em como todos cresceram e mudaram, mudaram também as relações entre eles. É gostoso de acompanhar. Assim como Sons of Anarchy não é uma série só sobre motoqueiros fora-da-lei, The Walking Dead não é só sobre zumbis, é sobre sobrevivência, relacionamentos, humanidade.

Em outubro estréia a quinta temporada. Can't wait.

Para quem quiser ler a HQ, é só clicar aqui. Vicia também, eu garanto.

1) Lost
Número de temporadas: 6.
Número de episódios: 121.
Finalizada.


Lost começa com o acidente de um avião que saiu de Sydney com destino a Los Angeles e caiu numa misteriosa ilha tropical em algum lugar do Oceano Pacífico.
Os sobreviventes deverão trabalhar juntos contra as cruéis condições climáticas, as dificuldades do terreno e a convivência em grupo se quiserem permanecer vivos.
Mas a ilha também tem muitos segredos, como o constante barulho das misteriosas criaturas na floresta, o que os aterroriza. (Orangotag)
Respira, Bruna. Sempre que eu escrevo sobre Lost, eu me emociono. Foi a primeira série que eu comecei a acompanhar, quando tinha apenas 12 anos. Acho que me apeguei tanto à ela por ter uma história repleta de mistérios - como já disse anteriormente, é esse tipo de série que mais me prende. Eu passava horas lendo sobre teorias, opinando, escrevendo. O que eu mais gosto na série é a forma como ela aborda os personagens, são muitos e muito diferentes, de diversos lugares e com diversas histórias. É mágica a forma em que eles se relacionam e como, juntos, constroem novas histórias.

"And if I told you that everything happens for a reason?"

Muitos criticaram o final, muitos queriam saber mais sobre os mistérios, mas eu sinceramente não vejo forma melhor de ter finalizado. Nunca todos os mistérios são resolvidos, nem na nossa vida real isso acontece. Há sempre uma ponta solta, uma dúvida, incerteza e isso é essencial, tanto para a nossa vida, quanto para histórias fictícias. Muitos, também, não começam a assistir (os mais novos, que não tiveram contato com a série na época em que era exibida) por declarar que o final não vale a pena. Vale. E mesmo se você não gostar do final, a série inteira valerá a pena. Os sentimentos que ela desperta, os questionamentos ao decorrer das seis temporadas valem a pena. Descartar uma série por causa do final dela é como dizer que um relacionamento de anos - mais precisamente seis anos - não deu certo. Claro que deu, deu certo por seis anos.

Esse ano fez 4 anos desde que Lost acabou e 10 anos desde o primeiro episódio, sério, até hoje não sei explicar o quanto essa série mexeu comigo. Nenhuma outra conseguiu me atingir positivamente igual Lost.

Se você partilha do mesmo carinho que eu pela a série, let me know, vamos conversar sobre!
Se você nunca assistiu a série, tire alguma época na sua vida para assistir. A série ensina demais, faz pensar, faz questionar, amplia o modo de ver a vida e os seus desafios.
Se você começou a assistir e parou pela a metade, desistiu, largou: volte atrás. Make it count.

--- x --- 

O post ficou enorme, mas espero que alguma das cinco indicações tenha despertado o interesse de vocês. Me contem, quais são suas séries favoritas e por quê?

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Surreal & The Oscar goes to

É até engraçado em como eu só posto no início do mês e, pior, só uma vez por mês. Tentarei mudar isso em breve.

Eu sempre tive muita preguiça de ir em festas que exigissem um esforço a mais, além de sair de casa - eu sou muito preguiçosa para me arrumar, sério - por isso, nunca havia ido em nenhuma festa a fantasia ou que precisasse de caracterização. Joguei a preguiça e fui em duas, uma após a outra. A primeira "Surreal - O Baile Surrealista da Arquitetura" foi na república mais famosa de Bauru, o ambiente é sensacional. Sem dúvidas, a melhor festa que eu já fui desde que entrei na universidade. De início, a minha maquiagem seria uma asa em cada olho, porém, se tornaram galhos de árvore saindo dos olhos, a minha amiga, que estuda Design - e mora comigo - me ajudou nessa parte, gostei muito do resultado e foi tão simples. Apenas utilizamos lápis de olho preto (para desenhar os galhos), sombras escuras e gel glitter para passar no rosto. 

(1- Surreal / 2- The Oscar goes to)

(Poxa, DiCaprio, até nós temos um Oscar! <3)

A segunda festa foi uma tradicional de Psicologia, a "The Oscar goes to", a festa sugeria que todos fossem fantasiados de algum personagem de série, filme ou desenho. Minha intenção a princípio era ir de Clementine Kruczynski (Eternal Sunshine of the Spotless Mind) que é, de longe, a minha personagem preferida da sétima arte. Fui atrás de perucas (de todas as cores de cabelo das fases dela no filme), mas não deu muito certo. Optei por ir de Jigsaw, porque a maquiagem é bem simples e eu só precisava comprar uma gravata borboleta. Só usei lápis de olho preto e vermelho, sombras escuras e batom vermelho. Para quem tiver interesse em como se faz, eu me inspirei nesse vídeo:




Um beijo.
Bru.





quinta-feira, 8 de maio de 2014

20, projetos, experiências

Após quase um mês sem atualização alguma, cá estou eu. Agora eu sinto que a universidade começou de vez: trabalhos marcados para serem entregues um atrás do outro, pautas com datas marcadas, passar o dia inteiro na faculdade. É. Agora definitivamente começou, isso explica o meu sumiço.

Dia 6 de maio completei 20 anos. E isso assusta. Assusta porque 20 anos é muita coisa e é nessas horas que nos perguntamos o que fizemos de relevante esse tempo todo. Ou talvez 20 anos não seja tanto assim, talvez seja só o começo.

Comecei os 20 anos fazendo algo que nunca fiz e nem cogitei fazer: ser fotografada. Eu nunca gostei e sempre fui muito tímida/insegura. Mas como esse ano eu decidi que iria sair da minha zona do conforto quantas vezes fosse necessário, eu topei. As fotos são para um projeto de extensão da faculdade, fui convidada a participar e no final das contas, gostei mais do que esperava. Foi muito divertido. O tema era liberdade, as meninas resolveram fazer sobre liberdade na moda, na roupa feminina e eu fiquei com a parte da primeira minissaia de 30cm.





Também no dia do meu aniversário (06/05) foi publicada minha primeira matéria na WebJornal, que é também um projeto de extensão da Unesp para alunos de jornalismo escrevem matérias. Ficarei imensamente feliz se vocês conferirem e deixarem opiniões. Falei um pouco sobre os tardígrados. Oi? Não tem ideia do que seja? É só acessar o link abaixo.

SÉRIE ESPECIAL – VIDA NO ESPAÇO SIDERAL: OS TARDÍGRADOS


Um beijo!
Bru.



sexta-feira, 11 de abril de 2014

Piercing no lábio inferior: sobre o processo e cuidados.

Sou apaixonada por tatuagem e piercing, sempre tenho vontade de fazer mais e mais. Vejo como meios de expressão e arte. Vocês provavelmente irão ler muitos posts sobre ambos por aqui.

A primeira vez que eu coloquei um piercing foi no nariz, em 2012. Coloquei a famosa pedrinha e só depois de quatro meses troquei pela argolinha, mas a troca pode ser feita assim que o nariz cicatrizar, cerca de 2 meses após o furo. Não tive nenhuma complicação.

Desde a minha pré-adolescência eu queria colocar piercing nos lábios, independente se no centro ou no canto, lembro que foi bem na época que comecei a virar fã de Linkin Park, adorava o piercing no centro do lábio que o Chester Bennington usava no clipe de In The End, na época do Hybrid Theory. Só dia 04/04 pude matar essa vontade. Coloquei um labret no canto do lábio inferior. 


Sobre o processo/dor:
Sou bem tranquila em relação à piercing e tatuagem, deve ser porque a minha vontade de colocar é tanta que isso acaba ofuscando a dor, nunca senti grandes dores em nenhuma das minhas tatuagens e nenhum dos meus piercings. No lábio, senti uma leve dor, porém passa tão rápido que nem tive tempo para processá-la direito, para mim, foi bem tranquilo, foi mais tranquilo do que no nariz. É claro que cada pessoa lida com a dor de uma forma, eu felizmente sempre consegui lidar bem. O processo é rapidinho, cerca de cinco minutos, é tão rápido que nem dá tempo de ficar tão apreensiva.

Nos primeiros dias, o body piercer alegou que iria inchar, devido à isso, ele colocou um piercing com uma haste maior para que o meu lábio pudesse inchar sem que o piercing entrasse e cicatrizasse dentro dele (pois é, todo cuidado é importante). Assim que cicatrizar, voltarei ao estúdio para trocar por uma haste menor, que evita o contato com os dentes e gengiva. Hoje (11/04) completa exatamente uma semana desde que eu coloquei e (para a minha felicidade e sorte) não inchou praticamente nada.


Sobre a sensação nos primeiros dias:

Eu confesso que estranhei bastante para comer nos primeiros dias, é aconselhável comer bem devagar e comer alimentos gelados (sorvete, iorgute, gelo), que não exigem grandes esforços ou movimentos bruscos com a boca. Sentia um incômodo ao comer, mas nada que não se acostume. No geral, pesquisei e vi que é aconselhável, também, evitar comer comidas muito gordurosas.
No primeiro dia, sorrir também causava incômodo, mas a partir do segundo dia, já conseguia sorrir sem problemas. Hoje, após uma semana, não sinto nenhum incômodo ao comer, apenas continuo comendo devagar (e isso é ótimo, pois estou me adaptando a comer devagar, sempre comi rápido e todos sabemos o quão ruim isso é).



Sobre os cuidados durante a cicatrização:
Os produtos indicados para a limpeza durante o período de cicatrização são:

#1 - Cotonetes para a limpeza.
#2 - Antisséptico bucal (sem álcool).
#3 - Spray cicatrizante.
#4 - Sabonete antisséptico.
#5 - Soro fisiológico.

Pesquisei muito sobre o processo de limpeza (que terei que fazer nos primeiros dois meses) antes de fazer o piercing, dá trabalho? Dá sim, é preciso paciência para fazer o processo de limpeza cerca de três vezes ao dia, mas é melhor cuidar direito do que sofrer com inflamações e complicações depois, que podem até resultar na necessidade de tirar o piercing.

Sempre que vou mexer no piercing, a primeira coisa que faço é lavar as mãos com o sabonete antisséptico. Depois, limpo em volta (tanto na parte externa quanto interna) com o soro fisiológico, seco e aplico o spray cicatrizante (também na parte externa e interna). Após comer, faço bochecho com o antisséptico bucal. Evitarei bebida alcoólica, alimentos cítricos e comidas gordurosas por um mês. O cuidado é trabalhoso, o processo de cicatrização nos limita de muitas coisas, mas é necessário. Vale a pena depois que cicatriza bonitinho sem nenhum problema.


Eu gostei muito do resultado, teve pessoas ao meu redor que amaram, outras não gostaram tanto, mas no fim, nós sempre fazemos tais coisas por nós mesmos, não é? O importante é fazermos o que temos vontade, fazermos por nós e mais ninguém.


Espero que o post tenha ajudado de alguma forma para quem tem ou pensa em fazer um piercing, que é uma body modification que muitos não aceitam ou não gostam, mas muitos também já tiveram ou têm vontade de ter, algum dia. Parece ser complicado de cuidar e manter, mas tudo é questão de se acostumar. E se for fazer, faça por você.

PS: Coloquei alguns links de blogs que gosto e que comentam por aqui para que eu possa acompanhá-los sempre no cantinho direito do blog >>> Se você for novato(a) por aqui e quiser o seu link por lá, let me know.

Um beijo,
Bruna H.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Ah, a vida universitária...

Depois do vestibular, de ser aprovada, de acreditar que a mudança chegaria, era, de fato, a hora de mudar.

Mudei para Bauru no dia 15 de março. Logo, comecei a arrumar o meu cantinho, tentei deixá-lo com a minha cara, o meu jeito. Só quem compartilhou quarto com irmão a vida inteira sabe como é gostoso ter, finalmente, um canto só seu. 



A primeira semana na UNESP foi rica em palestras, palestras sobre o curso, sobre as áreas do curso e as expectativas para o mesmo. Infelizmente, só compareci em uma, pois o fato de eu ter ido em grande parte das festas da primeira semana (que aliás, foram incríveis) dificultou eu acordar cedo para comparecer nas palestras.


Uma coisa que me chamou atenção em Bauru é o tempo. O dia pode amanhecer ensolarado, sem nenhum indício de chuva que, algumas horinhas depois, uma chuva pode cair. Assim, do nada. Aprendi que é essencial ter um guarda-chuva na bolsa, mesmo que tudo indica que não vá chover (em Bauru, vai sim).


O céu de Bauru é incrível. Nas vezes que fui nas festas da primeira semana, observei o Sol nascer, o céu ficar pincelado com diversas cores. Sabe quando olhamos para o céu e vemos arte? Nos sentimos até mais vivos por isso? É assim que eu me senti todas as vezes que pude ver o céu clareando, o dia nascendo.


Uma das maiores vantagens de morar em prédio, na minha opinião, é poder olhar para a sacada quando o Sol se põe. Tenho vontade de ficar olhando até ele sumir completamente. Sem nada em mente, só... observar.


Eu sempre gostei das pequenas coisas da vida, as mais simples, do dia-a-dia, mas depois que eu me mudei para Bauru, que comecei a morar sozinha, a ser obrigada a ter mais responsabilidade, meu gosto pelas pequenas coisas da vida aumentou. Cada céu pincelado importa, cada detalhe, cada olhar, cada contato, cada compra no supermercado, receita na internet, contas para pagar, cada compromisso agendado, tudo parece ser importante, mais do que um dia eu cogitei que seria.


A mudança é a única constante na vida. Tudo sempre muda. Tudo sempre vai. Às vezes volta. Às vezes fica ou vai de novo. A mudança traça e até cria caminhos que não imaginamos até o ponto em que nos vemos prestes a dar o primeiro passo. Ah, o tal famoso primeiro passo, aquele passo que nos dá um frio na espinha só de pensar nele. Aquele passo tímido, meio desastroso, aquele passo que nos dá vontade de dar dois para trás. A mudança te puxa pelos braços, te leva para ruas desconhecidas, para pessoas desconhecidas. Ela, enfim, te leva para o desconhecido. O desconhecido que, um tempinho depois, se torna o seu lugar, o seu mundo, onde você pertence. Até que a mudança surge de novo e lá vai ela querer te puxar para outra direção, para o outro desconhecido e outro e outro e outro... De quantos desconhecidos e de quantas mudanças precisamos para saber que a vida só é vida enquanto pudermos mudar?

Obs: para quem quiser seguir o blog, é só clicar em "follow" acima ou clicar aqui. Obrigada!

sexta-feira, 7 de março de 2014

HQ: Daytripper - Fábio Moon & Gabriel Bá

● Título: Daytripper.
● Autores: Fábio Moon & Gabriel Bá.
● Páginas: 256.
● Editora: Vertigo.

● Sinopse:
Brás de Oliva Domingos tem só mais um dia de vida. Pode ser o dia em que ele conhece seu grande amor. Pode ser durante sua grande viagem da adolescência. Pode ser o dia em que ele começou a entender a família. Pode ser quando ele decidiu ajudar seu melhor amigo. Pode ser na velhice. 
Os grandes momentos da vida, a família de onde você vem e a família que você constrói, ser filho e ser pai, ter amor e ser amado. No trabalho de maior sucesso dos brasileiros Fábio Moon e Gabriel Bá, toda uma existência é contada em dez capítulos – dez dias – sob a sombra constante (e mágica) da morte. 
A minissérie ganhou os prêmios Eisner e Eagle, além de ter sido indicada ao Harvey e ao Shel Dorf Awards e ficado duas semanas na lista de coletâneas em quadrinhos mais vendidas do The New York Times. É a HQ brasileira de maior sucesso que já se viu no exterior. (Via Vertigo)

● Minha opinião: Essa HQ foi uma das primeiras HQs que eu li. Não li muitas, pretendo ler muito mais, mas essa me encantou desde a primeira página, sou grande fã de obras que mostram os pequenos detalhes e prazeres da vida, do dia-a-dia e Daytripper é exatamente assim. Nos apegamos ao personagem e passamos a entendê-lo, a nos ver naquela determinada situação. Cada capítulo é uma surpresa, virar a página se torna ainda mais prazeroso quando não sabemos o que esperar e, no fim, só nos surpreendemos. Indico para quem gosta de HQs, além da história envolvente, a arte é linda.











Assim que fechei a HQ, uma única pergunta ficou na minha cabeça:

  "Quais foram os dias mais importantes da minha vida até agora?"

E vocês, já conheciam Daytripper? Possuem HQs favoritas?
Para quem quiser acompanhar os belos trabalhos dos irmãos, é só acessar o blog deles.
Para quem quiser comprar a HQ, ela pode ser encontrada na Saraiva e no Submarino.

Aos poucos irei fotografando e colocarei as poucas (mas queridas) HQs que eu possuo, junto com a minha opinião sobre.

● PS: Obrigada de verdade por todo o carinho, para quem está começando, isso motiva muito!
● PS2: Pode ser que eu demore para atualizar da próxima vez, semana que vem (15/03) estarei de mudança para Bauru, para cursar Jornalismo na UNESP. Iniciarei a minha vida universitária (falei um pouco dela aqui) e as coisas provavelmente vão ficar corridas, mas assim que eu arranjar um tempinho, venho aqui falar sobre o início dessa fase que a maioria diz que é a melhor da vida (e que assim seja!).

Um beijo,
Bruna.